A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) voltou a defender condições mais equilibradas de concorrência entre empresas brasileiras e plataformas internacionais após a sanção da lei que extingue a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”.
Embora reconheça avanços incorporados à legislação, principalmente em relação à fiscalização e ao combate a irregularidades, a CNC avalia que ainda permanecem diferenças importantes nas condições enfrentadas pelo comércio nacional e pelos vendedores estrangeiros.
CNC aponta diferenças nas condições de concorrência
Desde o início das discussões sobre a tributação das remessas internacionais, a Confederação defende que o tema seja analisado considerando não somente os preços pagos pelos consumidores, mas também os impactos sobre empregos, arrecadação, empresas brasileiras e competitividade do comércio nacional.
Segundo a entidade, empresas instaladas no Brasil precisam atender a uma série de obrigações tributárias, trabalhistas, regulatórias e de proteção ao consumidor que não necessariamente atingem concorrentes internacionais nas mesmas condições.
Por isso, a CNC mantém a defesa da chamada isonomia tributária, buscando condições mais equilibradas para quem produz e comercializa produtos no País.
Fiscalização das plataformas é ampliada
Entre os pontos considerados positivos pela CNC estão os mecanismos incorporados à legislação durante sua tramitação.
As novas regras fortalecem a fiscalização das plataformas de comércio eletrônico e dos operadores logísticos, além de ampliar medidas destinadas ao combate ao subfaturamento e ao fracionamento artificial de remessas.
Também foram estabelecidas regras relacionadas à identificação dos vendedores e ao combate à comercialização de produtos ilegais.
Para a Confederação, essas medidas podem contribuir para tornar o ambiente de comércio eletrônico internacional mais transparente e reduzir práticas que provoquem distorções na concorrência.
Impactos sobre comércio e empregos serão monitorados
Outro ponto destacado é a criação de mecanismos permanentes para acompanhar os resultados da nova política.
A legislação estabelece avaliações periódicas dos impactos do regime sobre indicadores como emprego, renda, arrecadação, preços e competitividade da indústria e do comércio brasileiros.
Alguns dos segmentos mais expostos à concorrência de produtos importados, entre eles vestuário, calçados, brinquedos e cosméticos, deverão receber acompanhamento específico.
A previsão é que esses dados contribuam para futuras discussões e eventuais ajustes nas regras.
CNC continuará acompanhando os efeitos da medida
Com a entrada em vigor da nova legislação, a CNC informa que continuará acompanhando sua implementação e os resultados dos mecanismos de fiscalização e monitoramento.
A entidade mantém a defesa de políticas capazes de fortalecer a competitividade das empresas brasileiras e proporcionar condições mais equilibradas entre o comércio nacional e as plataformas estrangeiras.






